Você já parou para analisar o papel do Poder Legislativo em nosso País? Melhor, vamos pensar sob a óptica política local: você parou para analisar a importância da Câmara de Vereadores da sua cidade? Se sua resposta for negativa, peço licença para uma advertência: cuidado! Sua cidade pode está em sérios apuros.
O Brasil já não é como antes, cresce e se apresenta como umas das grandes potências econômicas mundiais. Sabe qual o alicerce e o limite destas transformações? Está em cada um de nós. Nossas escolhas irão determinar a longevidade do crescimento nacional e queremos coadjuvar na dinâmica das transformações socializadas em cada rincão do país. Então, como conseguirmos a “instrumentalização” e quais os caminhos que nos levarão à cidadania plena?
Em muitas oportunidades e com mais vigor nos últimos anos, tenho dito com veemência que a “salvação do mundo” está na educação. Por favor, a referência aqui, nem de longe, possui caráter religioso. Trata-se da expressão de um pensamento quanto ao protagonismo necessário ao bem-estar coletivo no Brasil.
Pois bem, é a ausência de investimentos pesados em educação que nos tem levado a descrença na política e “criar” fenômenos de votos como o querido Tiririca. Ele, bom cidadão, e, talvez, munido de bons sentimentos, característica não garantidora de atuação proativa na Câmara Federal, também vítima da pouca educação escolar, foi usado pelos espertalhões maquiavélicos e astutos na arte de usar “brechas na lei” ao seu deleite egoísta de perpetuação na ânsia de poder pelo poder.
Até então usei o exemplo da eleição do palhaço profissional, “símbolo de protesto” popular. Todavia, não é demais analisar a atuação dos “representantes do povo” nas pequenas cidades interioranas. Para “tristeza geral da nação”, a realidade não é diferente. Mudam as faces, práticas e interesses são os mesmos. A tragédia da história é que nossas pobres cidades pobres, sobreviventes dos repasses financeiros previstos na Constituição Federal, são apropriadas e transformadas em feudos eleitoreiros donde os plenários dos “Paços do Povo” transformam-se em arenas de disputas de cunho pessoal em ataques diretos a honra, a moral e a dignidade dos cidadãos.
Neste cenário triste e trágico, os edis, responsáveis pela fiscalização do Executivo e pela criação das leis que deveriam servir ao público, se apropriam da representação popular e se utilizam das prerrogativas e imunidades do cargo para exercer autoridade de forma discrepante com o decoro e a probidade requeridos pela função. Lançam o interesse coletivo, premissa maior da administração pública, ao ostracismo e abusam da “ausência de cidadania” para criar estruturas visíveis e invisíveis de mando. Dentre suas diversas estratégias de familiarização com eleitores, os parentescos espirituais. Melhor dizendo, o compadrio.
Tragédia maior é o fato de muitos dos “representantes do povo” não conhecerem as funções do Legislativo e sua importância enquanto esfera de controle da administração pública. Ao invés, preferem fazer do poder estatal degrau de ascensão social e perpetuação no mesmo. Embriagam-se e esquecem a razão de ser ínsita na própria origem da função que exercem por delegação popular.
Então, de quem é a responsabilidade pelo funesto das ações que dizimam nossa cidadania e nada contribuem na melhoria da qualidade de vida em sociedade? Utilizando-se de dito popular, afirmo: “a resposta é curta e grossa”: somos nós! Se não houver um levante social e um pacto coletivo pela educação nossos parlamentos se “transmutarão” em picadeiros donde os palhaços estão do lado de fora do plenário enquanto a platéia, do outro lado, excelentíssimos senhores, estará sempre rindo e não empreendendo esforços pelo fim da ignorância, pois é ela a gênese das estruturas de domínio e controle coletivo.
Por tanto, se quisermos administração de fato pública, se quisermos “salvar vidas”, começando pelas nossas, que lutemos por educação e digamos não aos pândegos e bêbados travestidos de representantes do povo, pois são eles os verdadeiros responsáveis pela miséria da nação!
AUGUSTO MARTINS MELO
Groaíras-CE, 27/02/2011
Espaço foi pensado para a socialização de minhas idéias sobre temas diversos vivenciados cotidianamente.
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domingo, 27 de fevereiro de 2011
"PÃO E CIRCO"
"Caio Otávio Augusto, primeiro imperador de Roma, foi um dos maiores responsáveis por difundir a política que ficou conhecida como 'pão e circo' (panis er circensis). Consistia na garantia de comida e entreterimento como pilares de uma política para conter as insatisfações e manter o povo feliz. Além do fornecimento de trigo, Otávio promoveu batalhas de gladiadores e espetáculos teatrais como alguns dos pilares do seu modelo administrativo". (O POVO, Política, p. 19, 27 de fevereiro de 2011
E aí, você groairense, lembra de alguém que adotou a política do "pão e circo" no seu modelo administrativo? Pois é, esse modelo é muito defendido pelos saudosistas quando da posse de microfones nos seus deleites perniciosos contra a honra e a imagem das pessoas. Vamos aceitar isso? Melhor não!
Construir a cidade ideal é algo requer coletividade. Mas não basta sermos um grupo, precisamos de coesão de idéias e objetivos claros. Chega de desmandos, opressão e charlatanismo político. É hora de cultivarmos nossa liberdade e maturarmos nossa revolução de forma pacífica e consciente. Abaixo as ditaduras onde quer que elas se manifestem e por quaisquer meios. Chega de abusos! Viva a democracia!
AUGUSTO MARTINS MELO
E aí, você groairense, lembra de alguém que adotou a política do "pão e circo" no seu modelo administrativo? Pois é, esse modelo é muito defendido pelos saudosistas quando da posse de microfones nos seus deleites perniciosos contra a honra e a imagem das pessoas. Vamos aceitar isso? Melhor não!
Construir a cidade ideal é algo requer coletividade. Mas não basta sermos um grupo, precisamos de coesão de idéias e objetivos claros. Chega de desmandos, opressão e charlatanismo político. É hora de cultivarmos nossa liberdade e maturarmos nossa revolução de forma pacífica e consciente. Abaixo as ditaduras onde quer que elas se manifestem e por quaisquer meios. Chega de abusos! Viva a democracia!
AUGUSTO MARTINS MELO
domingo, 20 de fevereiro de 2011
DUAS ALEGRIAS EM UM DIA ESPECIAL
Hoje, 20 de fevereiro de 2011, domingo, acordei cedo, fiz a feira com minha esposa, fato não muito comum nos meus fins de semana, e retornei ao aconchego do meu lar.
Já em casa, com portão sempre no cadeado, herança dos tempos em que labutei no Legislativo local, quando escutei alguém chamando no portão. Era meu pai na sua eterna preocupação com o filho que nem parece que cresceu, casou e já tem um filho de onze (11) anos. Ele veio me convidar para ir à missa.
Eu, embebido em teimosia e preconceitos religiosos, exitei inicialmente em aceitar o convite. No entanto uma palavra mudou tudo naquela conversa tranqüila ao pé do portão. Meu querido pai lembrou-me que se tratava da missa em memória do Senhor Elói José de Vasconcelos, meu amigo e entusiasta quando dos meus discursos inebriados de emoção, inexperiência e de muita responsabilidade ante os eventos catastróficos patrocinados pela a administração municipal de então. Na época estava vereador.
Consciente do meu dever de irmandade cristã, amizade, carinho e admiração por aquele que foi o primeiro prefeito da terra do “mel de que os pássaros gostam” (Groaíras), ousei romper meus preconceitos e fui à igreja. No ato, sentei perto dos meus pais e senti uma sensação especial. A alegria de minha mãe era bem diferente de outras oportunidades. Seus olhos brilhavam em mensagem vivaz, muda, mas de expressão muito forte dizendo em pensamentos: “o bom filho a casa torna”.
No início da cerimônia meus ouvidos ainda “não ouviam” e, considerando o estado momentâneo de minha pessoa, o ato parecia mais um compromisso político. Todavia não demorei a perceber a imensidão daquele momento. Comecei a pensar no amigo que se foi. Sua voz ainda muito presente parecia em tom de alegria a entoar conselhos que não me foram dados pois, quando conversávamos, a paixão pela história local e o deslumbre diante do amigo tornaram-me inconscientes da importância que poderiam ter os conselhos daquele senhor.
O tempo passou, a semente foi plantada e os frutos estão brotando. Groaíras já não é s “cidadela” da década de cinqüenta (50). Os mais diversos documentos de vivência coletiva estão aí para serem lidos na tentativa de compreensão de nossa história. E, não posso deixar de registrar, meu amigo, o nosso saudoso Senhor Elói, o Elói, o Elói José Vasconcelos, foi sim um dos entusiastas e responsáveis pela transformação cuja dinâmica coletiva nos leva a pensarmos sempre na cidade na qual os ideais democráticos pululam ardentes nos corações de uma cidadania viva e recém libertada de um cativeiro covarde de repressão e mando.
Neste dia especial, despido do espírito do historiador curioso e apaixonado pela Groaíras, registro minha felicidade. Foi muito bom vivenciar a alegria de meus pais com a presença do filho na igreja e a lembrança do amigo que hoje repousa na eternidade, presente em memórias, corações e materializado na urbe apaixonante da divina Groaíras.
Como disse minha mãe em seu olhar gritante de felicdade: "o bom filho, a casa torna".
AUGUSTO MARTINS MELO
Já em casa, com portão sempre no cadeado, herança dos tempos em que labutei no Legislativo local, quando escutei alguém chamando no portão. Era meu pai na sua eterna preocupação com o filho que nem parece que cresceu, casou e já tem um filho de onze (11) anos. Ele veio me convidar para ir à missa.
Eu, embebido em teimosia e preconceitos religiosos, exitei inicialmente em aceitar o convite. No entanto uma palavra mudou tudo naquela conversa tranqüila ao pé do portão. Meu querido pai lembrou-me que se tratava da missa em memória do Senhor Elói José de Vasconcelos, meu amigo e entusiasta quando dos meus discursos inebriados de emoção, inexperiência e de muita responsabilidade ante os eventos catastróficos patrocinados pela a administração municipal de então. Na época estava vereador.
Consciente do meu dever de irmandade cristã, amizade, carinho e admiração por aquele que foi o primeiro prefeito da terra do “mel de que os pássaros gostam” (Groaíras), ousei romper meus preconceitos e fui à igreja. No ato, sentei perto dos meus pais e senti uma sensação especial. A alegria de minha mãe era bem diferente de outras oportunidades. Seus olhos brilhavam em mensagem vivaz, muda, mas de expressão muito forte dizendo em pensamentos: “o bom filho a casa torna”.
No início da cerimônia meus ouvidos ainda “não ouviam” e, considerando o estado momentâneo de minha pessoa, o ato parecia mais um compromisso político. Todavia não demorei a perceber a imensidão daquele momento. Comecei a pensar no amigo que se foi. Sua voz ainda muito presente parecia em tom de alegria a entoar conselhos que não me foram dados pois, quando conversávamos, a paixão pela história local e o deslumbre diante do amigo tornaram-me inconscientes da importância que poderiam ter os conselhos daquele senhor.
O tempo passou, a semente foi plantada e os frutos estão brotando. Groaíras já não é s “cidadela” da década de cinqüenta (50). Os mais diversos documentos de vivência coletiva estão aí para serem lidos na tentativa de compreensão de nossa história. E, não posso deixar de registrar, meu amigo, o nosso saudoso Senhor Elói, o Elói, o Elói José Vasconcelos, foi sim um dos entusiastas e responsáveis pela transformação cuja dinâmica coletiva nos leva a pensarmos sempre na cidade na qual os ideais democráticos pululam ardentes nos corações de uma cidadania viva e recém libertada de um cativeiro covarde de repressão e mando.
Neste dia especial, despido do espírito do historiador curioso e apaixonado pela Groaíras, registro minha felicidade. Foi muito bom vivenciar a alegria de meus pais com a presença do filho na igreja e a lembrança do amigo que hoje repousa na eternidade, presente em memórias, corações e materializado na urbe apaixonante da divina Groaíras.
Como disse minha mãe em seu olhar gritante de felicdade: "o bom filho, a casa torna".
AUGUSTO MARTINS MELO
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Sessão Ordinária do dia 21/11/2008
Exmo. Sr. Presidente, colegas vereadores, pessoas que nos assistem aqui no plenário; amigos que nos acompanham pelas ondas do rádio e pela internet, muito boa noite!
Chegou o grande dia! Hoje estamos nos despedindo do Legislativo Municipal de Groaíras. Toda despedida é complicada. Para uns traz tristezas e para outros é motivo de muita felicidade. Digo que saio daqui feliz. Cumpri a minha função e deixo de presente ao meu povo de Groaíras conquistas importantes no que se refere ao aprimoramento do cidadão na participação da administração pública municipal.
Dentre meus projetos destaco aqui a emenda a Lei Orgânica (Art. 130) que ampliou o direito ao ônibus dos cursistas que precisam se deslocar diariamente até Sobral. Nela, acredito ter contribuído para o fortalecimento do alicerce de nossa cidade na medida em que nossos estudantes de hoje serão os gestores daqui alguns anos.
Outro projeto interessante que apresentei neste plenário e logrou aprovação se referia a criação de curso de informática para os alunos do último ano do Ensino Fundamental e que, infelizmente, por pura vingança política, não foi posto logo em prática pela administração do momento de sua aprovação.
O projeto de informática deu atividade ao Núcleo de Informática José Erculano e, no pouco tempo em que foi posto em prática, quando José Almir Matos Lopes esteve prefeito, serviu de conexão do pequeno cidadão groairense com restante do mundo. Foi à ponte no processo educativo na tentativa de promover-lhe o acesso integrado ao universo de possibilidades da tecnologia da informação.
Acredito que, por essas ações e pelos posicionamentos por mim adotados no exercício do Poder Legislativo, jamais perderei minha alma.
Certo e justo é dizer que não trabalhei sozinho. Contei sempre com o apoio importante e maciço dos meus colegas vereadores. Eles, durante toda essa legislatura, assumiram posições de risco em prol do favorecimento da causa popular. Foram guerreiros e combateram sem tréguas os desmandos que corroíam o município, bem como nossa esperança de construção de uma cidade mais moderna e pacífica. Graças aos esforços combinados desses “heróis de guerra”, pois considero esta legislatura uma verdadeira sucessão de batalhas, conseguimos reascender na população groairense o desejo de mudança e os sonhos que haviam se perdido em meio ao pesadelo concretizado. Essas batalhas não foram em vão e os resultados vieram nas urnas ao derrotarmos a estupidez e a falta de conhecimento da administração frágil e infértil que em poucos dias há de findar.
A vitória não é de um grupo, a vitória é do povo de Groaíras que a cada dia aprender a reivindicar e se matura no exercício de sua cidadania.
Agora o desafio não é do novo administrador: O desafio é nosso! Cabe a nós construirmos uma administração pública realmente ativa. Não é só termos novo prefeito, é preciso que façamos a máquina pública funcionar e produzir para atender o interesse de todos os groairenses. É hora de banirmos os vícios que sempre criticamos em nosso dia-a-dia e nos palanques políticos. Se quisermos saúde, educação, segurança, moradia, lazer, teremos de trabalhar realmente unidos. Chega de desunião! A administração pública tem que gerar resultados positivos e estes só serão possíveis se o sistema estiver integrado: se todos estivermos de mãos dadas! Ou seja, todo o corpo de funcionários e demais cidadãos contribuindo para o sucesso que é da cidade e não do administrador.
Ilusão é acreditar que a responsabilidade da construção da cidade ideal cabe somente aos detentores dos poderes (prefeito, vereadores e membros do Poder Judiciário). O trabalho coletivo é a chave do sucesso.
Estamos passando por um momento de transição onde não devemos recusar de modo algum a participação cidadã. Pelo contrário, devemos fortalecer sua presença para que a administração pública possa suprir suas necessidades no mínimo básicas, pois a cidade do futuro se constrói da nossa relação com o passado e da nossa ação presente.
Com relação ao passado de nossa cidade, conclamo a próxima administração municipal, entendida como conjunto de funções repartida entre os poderes públicos, a valorizar a história de nossa cidade que é ampla e está se perdendo na memória do povo porque a própria condução política local não a tem valorizado. É assumirmos isso como projeto a ser implementado e importantíssimo na formação da identidade groairense. Ser groairense não é só nascer em Groaíras, é ter consciência do que é Groaíras e ser groairense.
Dentro do contexto de construção em processo ao qual me refiro a nossa cidade, convoco todos os funcionários para se dedicarem no aprimoramento do atendimento da necessidade pública. Groaíras é uma cidade que tem potenciais e estes ainda estão adormecidos porque centralizamos a condução e a culpa de nossos erros apenas aos políticos. Vamos reivindicar a nossa parcela de contribuição e responsabilidade acompanhando o andamento da coisa pública, seja na Câmara, na Prefeitura ou no Poder Judiciário local. Não adianta apenas votar, é preciso participar. Não adianta apenas ter boas intenções, afinal, como diz o ditado popular, “de boas intenções o inferno tá cheio”.
Sem pretensões atrevidas peço licença aos amigos que continuarão legislando e aos novos legisladores que comporão esta Câmara de Groaíras para lhes deixar um conselho: aproveitem os seus mandatos contribuindo positivamente nesse processo de engrandecimento da cidade que é coletivo. Façam dos mesmos a grande missão de suas vidas e batalhem em conjunto pelo engrandecimento da cidade! Cumpram a função que o povo espera de vocês, pois serão os responsáveis pela condução de Groaíras rumo à pacificação após este louco “estado de guerra”. Não adiem isso de modo algum! Se adiarem, poderão está cometendo o maior erro político de suas vidas. Nossa população está cansada de sofrimento e as feridas demorarão a ser curadas. Todavia, aprendeu já há algum tempo como se deve responder a quem não age com respeito e prudência na defesa do interesse realmente popular.
Falando na atual administração, digo que respondi com prudência e responsabilidade em combater os desmandos da mesma. Se há algum prejudicado, não foi por falta de aviso. Se não ouviram os conselhos, que julgassem os atos de quem estava à frente da administração. No dia em que a razão lhes sobrevier, tenho certeza, verão quem cometeu os pecados que os condenarão.
Não considero esse período compreendido entre 2005 e 2008 de modo algum perdido. Ele servirá para que não cometamos os mesmos erros de agora em diante. Nele “máscaras caíram” nos permitindo conhecer os nossos verdadeiros amigos, e eles são poucos. Serviu também a uma distinção entre os cidadãos de respeito e os vândalos de nossa cidade. Quanto a estes, reforço o que já falei por algumas vezes neste púlpito: cada um só dá o que tem.
Aos colegas e amigos vereadores dessa legislatura, agradeço pelo prazer da convivência, contribuição e aprendizado. Nossas discussões foram necessárias e produtivas. A vocês peço desculpas para os momentos em que fui desagradável e intolerante.
Ao novo Prefeito, José Almir Matos Lopes, felicito pela coragem e grandeza ao assumir a condução da cidade diante dos insultos e atos de covardias de meia dúzia de irresponsáveis devidamente apadrinhados com os favores da administração pública local. Sua missão não é fácil. Como dizem na linguagem popular, “a prefeitura está aos cacos”. Cabe a você ter habilidade para superar e suplantar essa crise institucional anteriormente prevista por nós e efetivada nesta legislatura. V. Exa. conta com o apoio popular na certeza de que fará uma boa administração. Tal certeza se concretizou quando dos seus dias no poder. Neles parecíamos viver em outra cidade.
Agradeço aos funcionários da Câmara pelo carinho e atenção no trato da “Casa do Povo”. A eles eu nomearei: Filinto, Jose e Ana Elita.
Deixo um abraço todo especial a minha grande amiga Toinha Maciel: a Toinha Donato que, enquanto esteve à frente da Secretaria da Câmara, cuidou desta Casa com o mesmo carinho que dedica a sua casa.
Peço licença a vocês colegas vereadores, pessoas presentes aqui no plenário e ouvintes da transmissão via rádio para lhes falar um pouco sobre minha família. Deus quis neste período em que estive vereador tirar do meu convívio parentes muito especiais e os quais guardarei eternamente em minhas memórias. Vovó Isaura, Liginha, Tio Antenor e Tia Luzia. Meus queridos, Deus sabe o que faz e ele não erra. Vocês que já partiram nos deixaram o carinho, o bom exemplo e a saudade se conforta em sabermos que estão nos braços do Pai Criador.
Aos parentes vivos, obrigado por estarem sempre perto de mim. À minhas irmãs Rita de Cássia, Iara e Ionara, agradeço pela força e credibilidade que me deram.
Aos meus pais... estes merecem atenção especial e, oportunamente, aproveito a ocasião para pedir desculpas por não ser o melhor dos filhos. Não tenham remorsos, vocês me deram tudo o que sou e potencial para ser melhor ainda. Se ainda não sou, é porque fiz minhas escolhas. Saibam, se conquistei algo nessa vida a vitória é de vocês. Eu cresci tendo oportunidades, vocês cresceram construindo as oportunidades na labuta diária.
À minha esposa, Érica, e o meu querido e amado filho Ian, agradeço a Deus por tê-los ao meu lado dividindo minhas alegrias e tristezas. Sem dúvida, são os sustentáculos dos meus passos e a força inspiradora de minha vida.
À juventude eu deixo o exemplo a ser aperfeiçoado. Posso não ter sido o melhor dos legisladores, mas acredito lhes deixar uma boa herança a ser aperfeiçoada. A obra está iniciada.
Aos que foram meus eleitores e entenderam meus posicionamentos, obrigado pelo crédito. Tentei fazer dos meus sonhos e da minha voz uma extensão dos seus desejos. A vocês dedico minha atuação.
A Jesus há muito entreguei minha vida e o deixei mostrar os caminhos a serem seguidos. Obrigado meu Senhor, pois o pouco que tenho é muito com a tua presença. Obrigado por ter me dado oportunidade de cumprir esta missão. Que o teu nome para sempre louvado. Como tu disseste um dia: “céus e terras passarão, mas minha palavra não passará...”. O Mestre dos mestre, o rei dos reis foi, na verdade, um grande servo do seu próximo. Espero ter servido a pelo menos um groairense.
Até breve meu querido, amado e respeitoso povo de Groaíras. Muitíssimo obrigado!
Caros colegas vereadores perdoem-me a pretensão, mas hoje saio do Legislativo para entrar para a História.
Augusto Martins Melo, em 21/11/2008.
Chegou o grande dia! Hoje estamos nos despedindo do Legislativo Municipal de Groaíras. Toda despedida é complicada. Para uns traz tristezas e para outros é motivo de muita felicidade. Digo que saio daqui feliz. Cumpri a minha função e deixo de presente ao meu povo de Groaíras conquistas importantes no que se refere ao aprimoramento do cidadão na participação da administração pública municipal.
Dentre meus projetos destaco aqui a emenda a Lei Orgânica (Art. 130) que ampliou o direito ao ônibus dos cursistas que precisam se deslocar diariamente até Sobral. Nela, acredito ter contribuído para o fortalecimento do alicerce de nossa cidade na medida em que nossos estudantes de hoje serão os gestores daqui alguns anos.
Outro projeto interessante que apresentei neste plenário e logrou aprovação se referia a criação de curso de informática para os alunos do último ano do Ensino Fundamental e que, infelizmente, por pura vingança política, não foi posto logo em prática pela administração do momento de sua aprovação.
O projeto de informática deu atividade ao Núcleo de Informática José Erculano e, no pouco tempo em que foi posto em prática, quando José Almir Matos Lopes esteve prefeito, serviu de conexão do pequeno cidadão groairense com restante do mundo. Foi à ponte no processo educativo na tentativa de promover-lhe o acesso integrado ao universo de possibilidades da tecnologia da informação.
Acredito que, por essas ações e pelos posicionamentos por mim adotados no exercício do Poder Legislativo, jamais perderei minha alma.
Certo e justo é dizer que não trabalhei sozinho. Contei sempre com o apoio importante e maciço dos meus colegas vereadores. Eles, durante toda essa legislatura, assumiram posições de risco em prol do favorecimento da causa popular. Foram guerreiros e combateram sem tréguas os desmandos que corroíam o município, bem como nossa esperança de construção de uma cidade mais moderna e pacífica. Graças aos esforços combinados desses “heróis de guerra”, pois considero esta legislatura uma verdadeira sucessão de batalhas, conseguimos reascender na população groairense o desejo de mudança e os sonhos que haviam se perdido em meio ao pesadelo concretizado. Essas batalhas não foram em vão e os resultados vieram nas urnas ao derrotarmos a estupidez e a falta de conhecimento da administração frágil e infértil que em poucos dias há de findar.
A vitória não é de um grupo, a vitória é do povo de Groaíras que a cada dia aprender a reivindicar e se matura no exercício de sua cidadania.
Agora o desafio não é do novo administrador: O desafio é nosso! Cabe a nós construirmos uma administração pública realmente ativa. Não é só termos novo prefeito, é preciso que façamos a máquina pública funcionar e produzir para atender o interesse de todos os groairenses. É hora de banirmos os vícios que sempre criticamos em nosso dia-a-dia e nos palanques políticos. Se quisermos saúde, educação, segurança, moradia, lazer, teremos de trabalhar realmente unidos. Chega de desunião! A administração pública tem que gerar resultados positivos e estes só serão possíveis se o sistema estiver integrado: se todos estivermos de mãos dadas! Ou seja, todo o corpo de funcionários e demais cidadãos contribuindo para o sucesso que é da cidade e não do administrador.
Ilusão é acreditar que a responsabilidade da construção da cidade ideal cabe somente aos detentores dos poderes (prefeito, vereadores e membros do Poder Judiciário). O trabalho coletivo é a chave do sucesso.
Estamos passando por um momento de transição onde não devemos recusar de modo algum a participação cidadã. Pelo contrário, devemos fortalecer sua presença para que a administração pública possa suprir suas necessidades no mínimo básicas, pois a cidade do futuro se constrói da nossa relação com o passado e da nossa ação presente.
Com relação ao passado de nossa cidade, conclamo a próxima administração municipal, entendida como conjunto de funções repartida entre os poderes públicos, a valorizar a história de nossa cidade que é ampla e está se perdendo na memória do povo porque a própria condução política local não a tem valorizado. É assumirmos isso como projeto a ser implementado e importantíssimo na formação da identidade groairense. Ser groairense não é só nascer em Groaíras, é ter consciência do que é Groaíras e ser groairense.
Dentro do contexto de construção em processo ao qual me refiro a nossa cidade, convoco todos os funcionários para se dedicarem no aprimoramento do atendimento da necessidade pública. Groaíras é uma cidade que tem potenciais e estes ainda estão adormecidos porque centralizamos a condução e a culpa de nossos erros apenas aos políticos. Vamos reivindicar a nossa parcela de contribuição e responsabilidade acompanhando o andamento da coisa pública, seja na Câmara, na Prefeitura ou no Poder Judiciário local. Não adianta apenas votar, é preciso participar. Não adianta apenas ter boas intenções, afinal, como diz o ditado popular, “de boas intenções o inferno tá cheio”.
Sem pretensões atrevidas peço licença aos amigos que continuarão legislando e aos novos legisladores que comporão esta Câmara de Groaíras para lhes deixar um conselho: aproveitem os seus mandatos contribuindo positivamente nesse processo de engrandecimento da cidade que é coletivo. Façam dos mesmos a grande missão de suas vidas e batalhem em conjunto pelo engrandecimento da cidade! Cumpram a função que o povo espera de vocês, pois serão os responsáveis pela condução de Groaíras rumo à pacificação após este louco “estado de guerra”. Não adiem isso de modo algum! Se adiarem, poderão está cometendo o maior erro político de suas vidas. Nossa população está cansada de sofrimento e as feridas demorarão a ser curadas. Todavia, aprendeu já há algum tempo como se deve responder a quem não age com respeito e prudência na defesa do interesse realmente popular.
Falando na atual administração, digo que respondi com prudência e responsabilidade em combater os desmandos da mesma. Se há algum prejudicado, não foi por falta de aviso. Se não ouviram os conselhos, que julgassem os atos de quem estava à frente da administração. No dia em que a razão lhes sobrevier, tenho certeza, verão quem cometeu os pecados que os condenarão.
Não considero esse período compreendido entre 2005 e 2008 de modo algum perdido. Ele servirá para que não cometamos os mesmos erros de agora em diante. Nele “máscaras caíram” nos permitindo conhecer os nossos verdadeiros amigos, e eles são poucos. Serviu também a uma distinção entre os cidadãos de respeito e os vândalos de nossa cidade. Quanto a estes, reforço o que já falei por algumas vezes neste púlpito: cada um só dá o que tem.
Aos colegas e amigos vereadores dessa legislatura, agradeço pelo prazer da convivência, contribuição e aprendizado. Nossas discussões foram necessárias e produtivas. A vocês peço desculpas para os momentos em que fui desagradável e intolerante.
Ao novo Prefeito, José Almir Matos Lopes, felicito pela coragem e grandeza ao assumir a condução da cidade diante dos insultos e atos de covardias de meia dúzia de irresponsáveis devidamente apadrinhados com os favores da administração pública local. Sua missão não é fácil. Como dizem na linguagem popular, “a prefeitura está aos cacos”. Cabe a você ter habilidade para superar e suplantar essa crise institucional anteriormente prevista por nós e efetivada nesta legislatura. V. Exa. conta com o apoio popular na certeza de que fará uma boa administração. Tal certeza se concretizou quando dos seus dias no poder. Neles parecíamos viver em outra cidade.
Agradeço aos funcionários da Câmara pelo carinho e atenção no trato da “Casa do Povo”. A eles eu nomearei: Filinto, Jose e Ana Elita.
Deixo um abraço todo especial a minha grande amiga Toinha Maciel: a Toinha Donato que, enquanto esteve à frente da Secretaria da Câmara, cuidou desta Casa com o mesmo carinho que dedica a sua casa.
Peço licença a vocês colegas vereadores, pessoas presentes aqui no plenário e ouvintes da transmissão via rádio para lhes falar um pouco sobre minha família. Deus quis neste período em que estive vereador tirar do meu convívio parentes muito especiais e os quais guardarei eternamente em minhas memórias. Vovó Isaura, Liginha, Tio Antenor e Tia Luzia. Meus queridos, Deus sabe o que faz e ele não erra. Vocês que já partiram nos deixaram o carinho, o bom exemplo e a saudade se conforta em sabermos que estão nos braços do Pai Criador.
Aos parentes vivos, obrigado por estarem sempre perto de mim. À minhas irmãs Rita de Cássia, Iara e Ionara, agradeço pela força e credibilidade que me deram.
Aos meus pais... estes merecem atenção especial e, oportunamente, aproveito a ocasião para pedir desculpas por não ser o melhor dos filhos. Não tenham remorsos, vocês me deram tudo o que sou e potencial para ser melhor ainda. Se ainda não sou, é porque fiz minhas escolhas. Saibam, se conquistei algo nessa vida a vitória é de vocês. Eu cresci tendo oportunidades, vocês cresceram construindo as oportunidades na labuta diária.
À minha esposa, Érica, e o meu querido e amado filho Ian, agradeço a Deus por tê-los ao meu lado dividindo minhas alegrias e tristezas. Sem dúvida, são os sustentáculos dos meus passos e a força inspiradora de minha vida.
À juventude eu deixo o exemplo a ser aperfeiçoado. Posso não ter sido o melhor dos legisladores, mas acredito lhes deixar uma boa herança a ser aperfeiçoada. A obra está iniciada.
Aos que foram meus eleitores e entenderam meus posicionamentos, obrigado pelo crédito. Tentei fazer dos meus sonhos e da minha voz uma extensão dos seus desejos. A vocês dedico minha atuação.
A Jesus há muito entreguei minha vida e o deixei mostrar os caminhos a serem seguidos. Obrigado meu Senhor, pois o pouco que tenho é muito com a tua presença. Obrigado por ter me dado oportunidade de cumprir esta missão. Que o teu nome para sempre louvado. Como tu disseste um dia: “céus e terras passarão, mas minha palavra não passará...”. O Mestre dos mestre, o rei dos reis foi, na verdade, um grande servo do seu próximo. Espero ter servido a pelo menos um groairense.
Até breve meu querido, amado e respeitoso povo de Groaíras. Muitíssimo obrigado!
Caros colegas vereadores perdoem-me a pretensão, mas hoje saio do Legislativo para entrar para a História.
Augusto Martins Melo, em 21/11/2008.
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