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terça-feira, 13 de novembro de 2012

JOÃO BATISTA FEIJÃO, UM GRANDE GROAIRENSE

Nesta manhã que resolvi publicar parte de meus arquivos sobre a história de Groaíras recebi a triste notícia do falecimento deste grande groairense que foi o nosso João Batista Feijão. Quando das minhas aventuras na história de Groaíras, acabei por descobrir que este cidadão não era apenas um colaborador, era sim um dos grande nomes da historiografia de Groaíras e de Cariré. Através das suas mãos "nasceu" Groaíras e sua memória ajudou e recupeperar e resgatar muito da nossa história. A foto aqui publicada foi tirada na casa dele no dia 28/12/2007 quando começava meus estudos da especialização em Teoria e Metodologia da História. Tenho o privilégio de ter vídeos e audios desse grande cidadão groairense. Hoje os familiares e todos os groairensens estão como o coração enlutado! Descanse em paz meu amigo! Seu nome está gravado em nossa história e sua memória permanecerá viva entre nós groairenses! Somos muito gratos a tudo o que nos deste! Que Deus o acompanhe!

UM POUCO DE NOSSA HISTÓRIA

A ocupação do espaço que hoje forma a cidade de Groaíras se deu nos primórdios do século XVIII. O lugar recebeu a denominação de Riacho do Guimarães. Girão (1983, p.87) assim se refere à ocupação do dito lugar: “Tem-se como fundador do núcleo populacional Lourenço Guimarães Azevedo, no começo do século XVIII”. Na mesma obra o autor traça os caminhos legais até o advento da cidade: [...] 1929 (Lei n. º 2704, de 16 de setembro de 1929) - a povoação tomou a categoria de sede de Distrito, com o nome Riacho Guimarães, pertencente ao município de Cariré, por força da Lei n. º 2704, de 16 de setembro de 1929, que instituiu esta Comuna; [...] 1931 (Dec. n.º 193, de 20 de maio de 1931) - Extinto pelo Dec. n.º 193, de 20 de maio de 1931, o Município de Cariré passou o seu território com o Distrito de Guimarães, a pertencer ao Município de Sobral; [...] 1935 (O Dec. n.º 116, de 17 de novembro de 1935) – O Dec. n.º 116, de 17 de novembro de 1935, instituiu os Distritos Especiais, de categoria superior aos comuns e entre aqueles se inclui o Sub-Distrito de Riacho Guimarães; [...] 1938 (Dec. n.º 169, de 31 de março de 1938) – Restaurado com a vigência do Dec. n.º 169, de 31 de março de 1938, foi atribuído ao Município de Cariré o Distrito de Guimarães (anexo Coluna C, n.º 75); [...] 1938 (O Dec. Lei n.º 448, de 20 de dezembro de 1938) – O Dec. Lei n.º 448, de 20 de dezembro de 1938 havia reduzido o nome Riacho Guimarães para Guimarães; E prossegue: ...] 1943 – Em 13 de dezembro de 1943 foi instituída canonicamente a Paróquia de Nossa Senhora do Rosário; [...] 1943 (Dec. Lei n.º 1114, de 30 de dezembro de 1943) - A denominação Groaíras data do Dec. Lei n.º 1114, de 30 de dezembro de 1943; [...] 1955 (O Dec. n.º 157, de 23 de setembro de 1955) – O Dec. n.º 157, de 23 de setembro de 1955, restaurou Cariré, mas Riacho Guimarães continuou a pertencer ao Município de Sobral; [...] 1957 (A Lei n.º 3.603, de 23 de maio de 1957) – A Lei n.º 3.603, de 23 de maio de 1957, publicada no Diário Oficial do Governo do Estado, edição do dia 27 seguinte, criou o Município de Groaíras (Guimarães ou riacho dos Guimarães), o qual foi instalado somente no dia 6 de outubro, com seu primeiro Prefeito Elói José de Vasconcelos, tomando assim a vila a categoria de cidade” . REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA GIRÃO, Raimundo. Os Municípios do Ceará. Fortaleza-CE: Secretaria do Planejamento e Coordenação do Estado do Ceará, 1983.

DOCUMENTÁRIO GROAÍRAS

Analisando meus arquivos, resolvi então socializar um pouco do que coletei nas minhas "brincadeiras" de historiador. Muitos estão relacionados ao processo de estruturação da cidade. Com relação ao processo de formação da nossa querida Groaíras, não vou colocar minhas hipóteses sobre o caso, no entanto a Igreja e a igreja têm um papel importante na ocupação do espaço geográfico e na formação cultural do "groairense" na medida em que escreveram sua história no espaço físico e na alma de cada um de nós que amamos esta terra. Hoje trago para vocês um trecho de um trabablho que fiz quando da Pós em Teoria e Metodologia da História pela Universidades Estadual Vale do Acaraú. Na ocasião produzi uma monografia que propõe uma releitura da emancipação política da cidade a partir da análise das fontes primárias consultadas na Câmara Municipal de Cariré, Livro de Tombo da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, Livros de Atas da Câmara de Groaíras.Posteriormente eu lhes possibilitarei acesso a esta documentação, pois meu ofício não se restringe ao meu arquivo particular e sei que contribuirei muito mais com a formação cultural da minha cidade se puder colocar para o nosso povo um pouco da sua história. Esta, infelizmente, acaba se perdendo ante ao debate singular da luta e estratégias de manutenção do poder local. A exposição que segue em outro texto, pois não consegui uma melhor configuração para este espaço, possui algumas alterações que foram necessário a adaptação a este texto, mas as citações estão conforme a obra consultada. Posteriormente exporei aqui os documentos originais por mim consultados. Espero um dia publicar um livro sobre o assunto. Aqui, para lhes guiar no assunto, adotarei o título de "UM POUCO DE NOSSA HISTÓRIA" para que saibam que estão lendo parte do meu trabalho, que é nosso. Amo essa terra e deixo para nossos filhos minha contribuição cultural. Leiam, apreciem, prudazam!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

MEU RECADO AOS QUE PENSAM QUE VÃO SALVAR O MUNDO APENAS COM PALAVRAS

O que me traz hoje a escrever é tentar esclarecer algo que está me incomodando. Todos sabem que estive vereador em Groaíras na Legislatura de 2004 a 2008. Na época obtive votação expressiva, algo que não esperava: fui o edil mais votdato no pleito ao obter quase 10% dos votos válidos. Na época o povo havia eleito uma candidata que representava uma ruptura com as posturas políticas até então. Ela, por sinal, era do meu partido, o PTB. Antes da posse já percebia que a presença do poder modificou e muito a forma de pensar de algumas pessoas e, logo ao assumirmos, no segundo dia de governo, fui colocado para fora da prefeitura pela gestora sob os argumentos de que lugar de vereador era no Legislativo. Decepcionado, não perdi meus ideais e pautei minha conduta na responsabilidade e compromisso com aquelas pessoas sufragraram meu nome para àquele Poder Público municipal. Muito cedo percebi que a arrogância e teimosia haviam tomado conta daquela gestão e tudo desandaria. Tratei então de publicar texto lido em plenário da Câmara de Groaíras no qual registrei que daquele momento em diante as glórias e agruras da gestão seriam mérito e demérito do Executivo, pois não comungava com a forma de gestão implementada e totalmente contrária a idéia da campanha eleitoral. Dentre as arbitrariedades, cito as limitações ao transporte intermunicipal para universitários. Na ocasião a administração interpretou de forma restritiva o artigo da Lei Orgânica que garantia o transporte dos estudantes universitários para Sobral. O termo "carentes" serviu para que muitos fossem barrados e em determinado momento o transporte intermunicipal foi totalmente cortado. Universitário teria que pagar passagem ou ir no seu próprio transporte para a universidade. Então, o edil Augusto Martins Melo, hoje tão criticado por alguns "pseudos" amigos, tratou de emendar a Lei Orgânica dirimindo qualquer dúvida na interpretação da mesma e ampliando o direito do cidadão ao transporte intermunicipal para àqueles habilitados em cursos não existentes na cidade. Com esta o Ministério Público, na pessoa da admirável Dra. Liduína Martins, célere, imparcial e eficiente, determinou o restabelecimento do serviço de transporte negado aos universitários. Hoje temos muitos estudantes não apenas universitários, mas de outros cursos não existentes no município, dos quais cito o curso de línguas estrangeiras, música, informática, pré-universitário, etc., indo diariamente para Sobral e fazendo valer o seu direito. Pois é amigos, hoje um artista me disse que frustrei os sonhos dos jovens groairenses. Mas, por quê? Pela minha coragem de ter combatido com responsabilidade uma gestão irresponsável que perseguia inclusive a classe estudantil? Uma gestão improba que deixou o município inadiplente pela simples inércia do Executivo? Irresponsável, eu? Irresponsabilidade é acreditar nesse povo que já mostrou a que veio e ainda ter corgem de dizer que faz parte da construção de um projeto que não existe nem em arremedo. Devo ter frustrado os jovens groairenses que não tiveram coragem de meter as caras e enfrentar as irresponsabilidades adotadas contra nosso município. Frustei pela ação e não pela omissão. Minha ação contribuiu para a democratização do espaço político de forma que qualquer pessoa do povo pode pleitear um cargo eletivo. Só a título de lembrança, em um desses anos eleitorais haviam apenas 11 candidatos a vereador para ocupar as 11 vagas do Legislativo. No atual pleito eleitoral temos 41 candidatos. Lógico, ainda não temos candidados preparados para a responsabilidade da função e acabam utilizando o cargo eletivo para barganhar vantagens e privilégios dentro da administração. Acabam acreditando que estão contribuindo para o município distribuindo dentaduras e óculos para a população. Pior é que grande parte do nosso povo acredita nisso! O importante é que a "água morta" já não existe mais e quem não se preparar vai ficar alijado do processo político. Dizer que o Augusto Martins Melo frustrou a juventude é uma análise descabida e injusta. Quer fazer política, defendam suas idéias com coerência e não com demagogia. Não os quero fora da luta, os quero mais prudentes e menos prepotentes. A verdade não está em vocês e a política muda como as nuvens, como um dia ilustrou o Senador Ulisses Guimarães. Não dá para engarrafá-la e muda demais! Insisto: incoerente é defender o indefensável acreditando que está contribuíndo com a cultura e a política da cidade. Fica aqui meu desabafo! Qualquer coisa, estou pronto para o debate inteligente, prático, realista e sem filosofismos demagógicos. Nesse meio em que muitos são bebês eu já sou bem mais maduro e quero ajudar aos que acreditam que vão salvar o mundo apenas com palavras. Eu já acreditei nessa idéia, hoje conheço a prática! É fácil me criticar e querer me rotular, duro é fazer o que eu fiz! Não fazem! Por que não se candidatam então? Meus amigos, na politica da forma como está só tem "mala" e outros querendo se colocar! Um abraço aos marinheiros de primeira viagem a quem dedicarei minhas orações rogando a Deus para que saiam do obscurantismo e entendam a lógica da "microfísica" da política. Mais respeito! Aqui fica meu desabafo!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

EU E MINHAS POSIÇÕES POLÍTICAS SOBRE A CIDADE

Deixar de falar e criticar política é um exercício que tenho dificuldade de executar pelo meu movimento antagônico de paixão e revolta. Paixão pela possibilidade de ajudar fazendo algo pela minha cidade, revolta pela consciência da realidade prática da coisa. Agora mesmo, como é notório, estou escrevendo de novo sobre o tema. De fato é, pelo menos por instantes, um "desperdício" de tempo:posso não ser compreendido, não alcançar o motivo educador de minha escrita e até conquistar a ojeriza por parte de alguns setores sociais. É a consequência! Ter um ponto de vista e explicitar é atitude que provoca inquietações e discórdias. Seria fácil escrever sobre temas diversos como meio ambiente, história de Groaíras, etc. Seria! Mas não é! Não consigo ficar calado e isso tem me trazido prejuízos inclusive na qualidade de vida, pois o dizer e calar fazem uma grande diferença. Amo minha cidade e não saberia ficar sem omitir opinião quando vejo a cena política local em tão baixo nível. Pela ação pago um preço caro e deixo um pouquinho de minha vida nesta terra que tanto amo! Perco um pouquinho de mim em uma atividade de intervalos educativos. É isso!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O HOMEM MERCADORIA

O processo de alienação do cidadão ocorre de diversas maneiras no seio da sociedade. O termo "alienação" é aqui compreendido enquanto processo de "coisificação" do ser (homem). Melhor dizendo, é o distanciamento do cidadão da sua condição humana e consequente aproximação da condição de objeto. É isso mesmo! Homem objeto! Esse raciocínio pode ser visualizado de maneira ampla no meio social. Aqui, a título de ilustração, cito o exemplo do eleitor que recebe dinheiro em troca do seu voto. O que faz ele senão desconsiderar seus valores morais e aproximar-se da condição de objeto, de mercadoria? Assim, esvai-se a cidadania e cria-se uma relação comercial cujo resultado final é o descompromisso do representante eleito com a coletividade. Este, estando no poder, passa a assumir compromissos escusos com o processo contínuo capaz de mantê-lo e perpetuá-lo na condição de mando, de controle não apenas do processo administrativo, mas também das vidas das pessoas e da condução e orientação de práticas e costumes no âmbito de circunscrição dessa relação. Moral da história: o caminho para a corrupção é uma via de mão dupla na qual o eleitor que vende o voto é a "prostituta" da consciência e a mola-mestra de um conjunto condutor de toda pobreza coletiva.